terça-feira, 22 de setembro de 2009

Meus parabéns

Cada vez que eu penso em desisitir, alguém me dá forças!

O Dahmer conseguiu me pegar de jeito com essa e eu não resisti!


Aos completar trinta anos, você ganhará os olhos duros dos sobreviventes. Só verá sua amada na parte da manhã e da noite, só encontrará seus pais de vinte em vinte dias. E quando seus velhos morrerem, você ganhará um dia de folga para soluçar e gritar que deveria ter ficado mais próximo deles. Sorria, você é um jovem monolito e a vida vai ser pedrada. O trabalho é uma grande cadeia e você sentirá muito alívio por ter uma. A cadeia engrandece o homem. E o sangue do dinheiro tem poder. Reze. Reze ajoelhado por uma carreira, dê a sua vida por ela. Viva como todo mundo vive, você não é melhor que ninguém. Porque o dinheiro move montanhas, o dinheiro é a igreja que lhe dará o céu. Sorria, você é um jovem monolito e o mundo é uma pedreira. Eles irão moer você todinho. De brinde, muitos domingos para chorar sua falta de tempo ou operar uma tendinite. Nas terríveis noites de domingo, beba. Beba para conseguir dormir e abraçar mais uma monstruosa segunda-feira. Aquela segunda-feira que deixa cacetes moles e xoxotas secas para sempre. A vida é uma grande seca, mas ninguém sente calor: Nas salas refrigeradas, seus colegas de trabalho fabricam informação e, frios, sonham com o dia dez do próximo mês. Você é o Babaca do Dia Dez, não há como mudar o seu próprio destino. Babaca que acorda assustado, porque ninguém deve atrasar mais de vinte e cinco minutos. Eles descontam em folha e você é refém da folha, do salário, do medo. Ninguém tem o direito de ser feliz, mas você ganhará a sua esmola de seis feriados por ano. E todos nós vamos enfrentar, juntos, um imenso engarrafamento até a praia. Para fingir que ainda estamos vivos. Para mostrar que ainda somos capazes de sentir prazer. Para tomar um porre de caipirinha sentado em uma cadeirinha de praia. É uma grande solução. E você ainda ganhará quinze dias de férias para consertar a persiana, pagar contas, fazer uma bateria de exames. Ninguém quer morrer do coração, ninguém quer viver de coração. Eu não duvido da sua capacidade de vencer: Lembre disso no primeiro divórcio, no primeiro infarto, no primeiro AVC.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Nunca mais!

"Suportei o melhor que pude as mil e uma injúrias de Fortunato; mas quando começou a entrar pelo insulto, jurei vingança.Vós, que tão bem conheceis a natureza da minha índole, não ireis supor que me limitei a ameaçar. Acabaria por vingar-me; isto era ponto definitivamente assente, e a própria determinação com que o decidi afastava toda e qualquer ideia de risco. Devia não só castigar, mas castigar ficando impune. Um agravo não é vingado quando a vingança surpreende o vingador. E fica igualmente por vingar quando o vingador não consegue fazer-se reconhecer como tal àquele que o ofendeu..."

Uma das partes legais de ser nerd é o interesse por coisas que passam desapercebidos pela maioria. Quando um professor de literatura entrou em sala e disse as palavras que podem ser lidas no parágrafo acima, minha curiosidade foi grande a ponto de eu fazer o bendito teatcher me presentear com "Histórias Extraordinárias", o livro de Edgar Allan Poe que possui o conto acima.

Como a maoria da "blogosfera antenada" deve saber, hoje, 19/01 o escritor que deu origem tanto ao Mestre Stephen King como ao detetite gênio de Conan Doyle, estaria completando 200 anos. Nada mais justo do que publicar um pedaço da obra do Mestre e tentar, de novo, recomeçar o Apogiaturas.


A quem interessar possa, o conto completo está aqui:

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Existe jeito melhor de falar de mim?

Quer me conhecer? Ouça o que eu ouço, emocione-se com o que me leva às lágrimas e faça da música motivo e cisrcusntância pra tudo.

Essa bela canção, interpretada por uma maravilhosa cantora toca realmente fundo na alma.

Se deixem viajar nela e sejam um pouco como eu.





Já gozei de boa vida
Tinha até meu bangalô
Cobertor, comida
Roupa lavada
Vida veio e me levou

Fui eu mesmo alforriado
Pela mão do Imperador
Tive terra, arado
Cavalo e brida
Vida veio e me levou

Hoje é dia de visita
Vem aí meu grande amor
Ela vem toda de brinco
Vem todo domingo
Tem cheiro de flor

Quem me vê, vê nem bagaço
Do que viu quem me enfrentou
Campeão do mundo
Em queda de braço
Vida veio e me levou

Li jornal, bula e prefácio
Que aprendi sem professor
Freqüentei palácio
Sem fazer feio
Vida veio e me levou

Hoje é dia de visita
Vem aí meu grande amor
Ela vem toda de brinco
Vem todo domingo
Tem cheiro de flor

Eu gerei dezoito filhas
Me tornei navegador
Vice-rei das ilhas
Da Caraíba
Vida veio e me levou

Fechei negócio da China
Desbravei o interior
Possuí mina
De prata, jazida
Vida veio e me levou

Hoje é dia de visita
Vem aí meu grande amor
Hoje não deram almoço, né
Acho que o moço até
Nem me lavou

Acho que fui deputado
Acho que tudo acabou
Quase que
Já não me lembro de nada
Vida veio e me levou

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Esse teste eu não poderia deixar de fazer!



E deu a lógica...

http://www.quizilla.com/quizzes/1014437/which-xenogears-character-are-you-with-pictures

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Crossroads...

Desnecessárias as palavras
Porque tenho teus olhos
Não existem mais amarras
Meu sonhos, refúgio, teu colo

Vontades, desejo, visões
Sons, imagens, sentimentos
Olhares, cheiros, sensações
Confissões, promessas, momentos

Sabes exatamente o que sinto
Minha alma é teu livro aberto
Contigo vou ao infinito

Estou mudo, não tenho saída
Meu peito sangra, descoberto
Encontrei o sentido da vida


quinta-feira, 15 de maio de 2008

Eu tenho saudades de ser criança!

O Jacaré Banguela além de ser um blog foda é escrito de uma terra onde eu morei. A boa e velha Cuiabá. Visita diária obrigatória. E foi de lá que eu Kibei esse video MEGABOGA!

Mas não era isso que eu queria dizer. Eu ia falar do vídeo e não do JB.

Quem viveu nos saudosos (mas nem tanto) anos 80 (na verdade começo dos 90). Vai vibrar com esse verdadeira Ópera, que homenageia um dos nomes mais toscos desse época. E justamente por isso um dos mais lembrados.

Além disso, é maravilhoso ver um monte de atores excelentes em interpretações galhofa e descompromissada. Como eu li alguém dizer por aí: Clássico instantâneo!

Ópera do Mallandro

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Like a Stone

Perambulo entre sombras, ouço gritos, vejo dor
Não encontro meu caminho entre tantas almas torturadas
Vago a esmo porque estou só

A solidão corrói meu peito
Minha voz não pode ser ouvida
As forças se esvaem

Vejo as salas desse lugar me apertarem
Seres obscuros sugam minhas forças
Mas só posso esperar que a dor cesse

Estou preso a este lugar
Mas te espero
Para que a Luz uma vez mais
Encha minha vida e eu possa
Então ser livre

quarta-feira, 7 de maio de 2008

deus é um cara maneiro!

Então eu e Jorge decidimos realizar uma experiência para ver como se dá o carnaval de blocos carioca... Por que é, na verdade, uma coisa estranha, inexplicável, que às vezes cresce e surge do nada. A maioria dos blocos daqui é assim: tem um nome ridículo e ninguém sabe como começou. Para entendermos isso, eu e Jorge descemos e fomos pra uma esquina de Copacabana, sábado à tarde, munidos do mínimo possível pra uma empreitada dessas: um cavaquinho, um pandeiro e dois caixotes de madeira.

Paramos na esquina, eu no cavaquinho, Jorge no pandeiro, sentamos nos caixotes, acionamos o cronômetro e começamos a tocar o nosso vastíssimo repertório de sambinhas...

00:00:39 : Ganhamos R$0,75 e um vale transporte de outubro do ano passado dos transeuntes que passavam;
00:01:27 : A primeira mulata bêbada e baranga se acercou da nossa roda de samba e começou a se exibir;
00:01:29 : Cerca de 15 marmanjos, entre bêbados, mendigos e turistas europeus se aproximaram pra ver a mulata sambar;
00:02:05 : Duas mulatas gostosas, mordidas de ciúme pelo sucesso da baranga, começaram a sambar e sentar no colo do Jorge;
00:02:06 : Cerca de 40 pessoas, entre homens e mulheres, já estavam nos acompanhando;
00:03:12 : Chegou o primeiro vendedor de Skol com seu isopor remendado;
00:03:56 : O primeiro catador de lata de alumínio baixou na área;
00:04:22 : Apareceu um maluco com uma cuíca e virou o melhor amigo do Jorge;
00:05:13 : Os catadores de latinha começam a lutar pelas latas no chão;
00:06:01 : Já temos uma barraca de churrasquinho, doze vendedores de Skol e 15 catadores de latinha;
00:08:11 : O dono do boteco em frente começou a nos patrocinar. Eu, Jorge e Mané Cuíca estamos bebendo a rodo...
00:12:15 : As primeiras camisas oficias do bloco “Deus É Dez e + Dois” já estão sendo vendidas;
00:15:34 : A baranga caiu bêbada na calçada e foi eleita a “Musa do Bloco”;
00:17:23 : Uma bandinha de metais, composta por garçons da redondeza, começou a nos acompanhar;
00:19:30 : Pediram que a gente parasse de tocar pois estávamos atrapalhando a bandinha de metais;
00:24:00 : A Bandinha começou a descer a Nossa Senhora de Copacabana, acompanhada por cerca de 500 foliões;
00:25:00 : Compramos um Epocler pra baranga e arrastamos ela pra outra esquina pra começarmos um novo bloco...

E assim repetimos o processo durante todo o final de semana, dando origem à cerca de 25 novos blocos de carnaval, todo com nomes esdrúxulos...

Tão fazendo o quê aqui? Vão lá pro fale com deus AGORA!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

How Nerd am I??


NerdTests.com says I'm a Nerd King.  What are you?  Click here!


Eu avisei que eu não era normal...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

A MARCA

É dia outra vez. A fome ainda assombra, o frio corta meu corpo e minha via crucis recomeça. A casa de caridade me provê novas roupas velhas, consigo um sapato furado e dessa vez, a dama sorte sorri e sou presenteado até com um chapéu.

Perambulo pela cidade conquistando a piedade de alguns e a repulsa de outros. Os que me dão comida (não aceito dinheiro, pois não necessito dele há muito tempo) são muito mais raros, comparados aos que me enxotam sob o pretexto de minha aparência espantar os clientes.

Chego à catedral local e entro. Não acredito em um Deus que me premiou com meu estado, mas o silêncio acalma o corpo e diminui a dor. O combústivel motor do hábito me ajoelha e a memória (ou o coração?) me transportam de novo ao pior dia de minha existência:

O sol aquece o dourado da minha pele uma vez mais e o gosto doce de minha amada ainda prenche meus lábios, assim como o contorno de seu corpo ainda arrepia meus pelos. A noite anterior trouxe carinho, doçura e a promessa de uma vida inteira de sonhos compartilhados e construídos sobre a base rochosa de um casamento. Hoje é dia de acertar os últimos detalhes.

Com o suor do meu trabalho, juntei o que julgava necessário para a cerimônia. Sou recebido por um homem gordo, dono de uma careca suada e de um cheiro rançoso que me lembra meu velho pai:

- Trouxe o dinheiro?
- Sim! Aqui está.
- Você sabe que essa quantia não é um décimo do que precisa não é?
- Mas o Senhor disse que faria um desconto...
- E farei. Desde que faça algo por mim
- Pois peça então! Nemorino jamais fugiu de trabalho e pagarei com meu suor por toda a vida, se isso fizer minha Adina feliz.
- O que eu quero é muito mais simples.
- Do que se trata?
- Da primeira noite de sua esposa
- O QUÊ?
- Eu serei o responsável por ensinar tudo àquela doce menina. Um simples trabalhador braçal como você jamais saberá como tratar uma mulher.
- JAMAIS!

Totalmente ensandecido saltei sobre o sacerdote. Minha agilidade não lhe deu tempo de reagir; seu pescoço se quebrou como um graveto e o corpo tombou com um baque surdo. Quase o mesmo som da porta se abrindo de chofre.

Os olhos de Adina perplexos sobre mim me fizeram encolher e balbuciar. Ante minha estupidez ela disse:

- O QUE VOCÊ FEZ!
- Meu amor, ele ameaçou você...
- Você matou um homem Santo, vai ser amaldiçoado! Vai receber a marca! Ó meu Deus!!
- Fuja meu Anjo. Eu pagarei pelo meu crime. So não esqueça de mim.

Conheci depois disso os horrores da prisão e fui levado aos Magistrados. Meu julgamento foi rápido e a condenação proferida com Ódio. A MARCA. Os dias se passaram e fui levado à praça da cidade.
As pessoas gritavam em minha direção palavras de ódio mas apenas uma voz, a de Adina, chegava a mim com palavras de amor eterno e compaixão. Fui então algemado e a sentença proferida:

- Nemorino, filho de Luciano, cometeste o crime de assassinato. O agravante é de que eliminaste um homem santo. Foste condenado a receber A MARCA e vagar por toda a eternidade!
- Tens algo a dizer em sua defesa?
- EU TENHO!
- O que dizes mulher?
- Eu o ajudei! Eu planejei a morte do maldito por conta do que ele fazia comigo! Ele tentou me seduzir diversas vezes e então mandei Nemorino dar cabo dele.

A multidão estupefata murmurava até que o Magistrado interrompeu:

- BASTA! Tragam essa mulher aqui!

Adina se deixou arrastar e encarou o homem encapuzado:

- Seu pecado é tão grande como o dele. O de mentir e manipular. Também será condenada.
- Eu não me importo de ostentar A Marca ao lado do homem que amo.
- Não mulher, seu destino é outro. PREPAREM A FOGUEIRA! QUEIMEMOS A MENTIROSA!

Ser marcado a ferro quente a amaldiçoado não foi nada perto do horror dos gritos de meu amor. O cheiro daquela alva pele se queimando e dos cabelos se desfazendo ainda me assombra.

Vaguei sem rumo até o mundo seguir adiante e os Elfos e dragões serem substituídos por automóvies, prédios e ciência. Até as pessoas esquecerem o que significa A Marca. Continuo a seguir meu caminho; já fui milionário e hoje vivo como mendigo. Tentei conhecer outras mulheres, apenas para que Adina me visite em sonhos e me reprove. Não há o que fazer, porque a morte foge de mim, ou melhor, da Marca e não consigo sequer por um fim em tudo. Me resta apenas deixar essa Igreja e implorar para que o mundo se acabe e eu possa enfim descansar.


Um dia eu escrevo a continuação desse conto, que aliás, ja comecei umas 200 vezes...